segunda-feira, 15 de setembro de 2014

ComunicaSul cobrirá eleições presidenciais na Bolívia

A Rede ComunicaSul de Comunicação Colaborativa cobrirá as eleições presidenciais da Bolívia, que ocorrem no próximo dia 12 de outubro, a fim de garantir maior visibilidade ao acontecimento e aproximar o povo brasileiro das importantes conquistas obtidas pelo país andino no último período.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Encontros ComunicaSul: “A questão da comunicação é uma longa jornada”



O segundo encontro ComunicaSul aconteceu na última quinta-feira (28) no Barão de Itararé, e debateu o modelo de comunicação no continente sul-americano.

O encontro contou com a presença de Leonardo Severo, jornalista da Hora do Povo da CUT e autor dos livros “Latifúndio Midiota” e “Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo”; Gustavo Codas, jornalista e economista paraguaio, e consultor da Fundação Perseu Abramo; Javiera Olivares, presidente nacional do Colégio de Periodistas do Chile; e Renata Mielli, jornalista, colaboradora do ComunicaSul e do Barão de Itararé.

                                                                                                   Por Dandara Lima* 

A jornalista Javiera Olivares abriu o encontro falando sobre o modelo de comunicação no Chile. Como ela estava em Santiago, sua participação aconteceu através do Skype. Ela é militante do Partido Comunista do Chile e atual presidenta nacional do Colégio de Periodistas. Ela contou que o modelo de comunicação chileno é semelhante ao brasileiro, um grande monopólio com viés político à direita. Os principais objetivos da sua gestão é a luta por uma nova Constituição para o direito de informação e por uma nova legislação de comunicação no Chile.

Leonardo Severo falou sobre a sua reportagem que deu origem ao livro “Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo” e sua relação com o ComunicaSul. O livro traz uma sequência de matérias publicadas, entre outros veículos, no Portal do Mundo do Trabalho (CUT) e no jornal Hora do Povo.



Ele acompanhou a luta dos movimentos sociais nas ruas de Tarija, província da “Meia Lua”, e na capital, La Paz, onde ele entrevistou ministros e autoridades. A reportagem mostra a trajetória do governo de Evo Morales, com a nacionalização do petróleo e do gás, a aceleração e aprofundamento da reforma agrária, os investimentos na saúde e na educação, que nesse ano transformaram a Bolívia em um país livre de analfabetismo. O livro faz um contraponto ao que foi veiculado na grande mídia na época, e mostra o processo de desinformação por parte desses grandes veículos.

Ao falar sobre sua experiência com o ComunicaSul, Leonardo defendeu a intensificação da produção de conteúdo do blog, explorando mais as novas tecnologias e formas de comunicação, e também, a importância de trazer o debate da democratização da mídia para dentro das universidades.

Renata Mielli faz parte da executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Mídia e falou sobre a sua cobertura das eleições na Venezuela. Ela começou enfatizando que a imprensa progressista precisa produzir o próprio conteúdo para conseguir fazer o contraponto aos grandes veículos.

“A gente vive muito de análise e reprodução de conteúdo dos grandes veículos com algum comentário. Se a gente quiser combater de alguma maneira e fazer a contra informação, nós precisamos produzir o nosso conteúdo, fazer a nossa narrativa dos fatos, senão a gente não consegue furar o bloqueio”, declara Renata.

Ela contou como foi a cobertura das eleições em que Hugo Chávez foi reeleito presidente em 2012. O blog ComunicaSul foi criado 10 dias antes da equipe viajar para a Venezuela, quando eles voltaram o blog já tinha atingido 12 mil acessos. O conteúdo publicado no blog foi reproduzido por vários outros veículos. Ela destaca que o que fez a diferença na cobertura foram as reportagens em vídeo.

Em relação a luta pela democratização da comunicação no Brasil, Renata lembrou a fala de Javiera, ressaltando as semelhanças do modelo de comunicação do Brasil e do Chile, um monopólio privado e comercial. Segundo ela, mesmo a internet sendo um meio alternativo que facilita a contra informação, são os portais dos grandes veículos que recebem mais acesso, questão semelhante a que foi levantada pelo jornalista Nilton Viana no encontro passado.




“A questão da comunicação é uma longa jornada”, disse Gustavo Codas ao iniciar sua fala. Segundo ele, Juan Domingo Peron foi o primeiro a defender um modelo de comunicação autônomo, quando foi presidente da Argentina na década de 40-50, devido ao absurdo que era ouvir notícias sobre o seu país através da UPI (United Press International). Ele defendia a criação de uma agência de notícias da América Latina.

Gustavo ressaltou que essa discussão sobre a criação do próprio conteúdo tem mais de 60 anos. Para ele a atual situação política e tecnológica permite que isso seja possível, mas precisa existir uma integração entre os jornalistas da América Latina. Ele criticou a postura dos militantes de esquerda que usam os veículos da burguesia, como André Singer, Vladimir Safatle e Guilherme Boulos, que são colunistas do jornal Folha de S. Paulo, pois isso dá legitimidade ao jornal. Ele criticou também a falta de apoio que o governo brasileiro dá aos veículos públicos e a imprensa progressista.

Em relação ao Paraguai, ele contou que a “opinião publicada” é dominada por dois grupos econômicos que defendem interesses empresariais. Os principais veículos de comunicação do Paraguai surgiram no período da ditadura.

Ele também comentou a atual situação política no Paraguai, onde a mídia esconde o processo de entrega dos bens públicos, atacando a classe política produzindo escândalos de amantes e parentes em cargos públicos. Essa situação é uma forma de manter a classe política subserviente aos interesses econômicos do governo Cartes. A questão do Paraguai e do governo Cartes também foi lembrada pela jornalista Mariana Serafini no encontro passado.

O próximo encontro será no dia 04/09 com a presença de Marina Terra, jornalista do Opera Mundi, e José Reinaldo, editor do Portal Vermelho.

*Com colaboração de Thiago Cassis


domingo, 31 de agosto de 2014

Picnic de Abutres: “guerra civil, genocídio e aroma de criminalidade”

 
Leonardo Wexell Severo 
“Há apenas uma história: a história Deles contra nós,
Eles têm casas maiores que a Disneylândia, nós temos aviso de execução hipotecária.
Eles têm jatinhos particulares para ilhas particulares, nós pagamos suas dívidas de apostas com nossas pensões.
Eles têm redução de impostos, nós temos créditos de risco.
Eles têm dois candidatos nas eleições e nós devemos escolher.
Eles têm as minas de ouro, nós temos os buracos.”
O jornalista investigativo estadunidense Greg Palast descreve seu livro “Picnic de Abutres: em busca dos porcos do petróleo, piratas da energia e carnívoros da alta finança” (Editora Alta Books, 446 páginas) como “uma busca para desmascarar a Fera, a máquina monstruosa que trabalha incessantemente para tirar de Nós e dar para Eles”.

Picnic de Abutres: “guerra civil, genocídio e aroma de criminalidade”

 
 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

“Quando você acredita em uma história, você tem que escrever”


Começou ontem no Barão de Itararé São Paulo o Encontros ComunicaSul, uma série de quatro encontros que visam debater os processos de democratização da comunicação no continente sul-americano, promovidos pelo ComunicaSul – Coletivo de Comunicação Colaborativa.

Por Dandara Lima

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ComunicaSul promove debates sobre a mídia no continente


Os processos de luta pela democratização da comunicação no continente sul-americano serão discutidos em uma série de encontros promovidos pelo ComunicaSul - Coletivo de Comunicação Colaborativa. A atividade contará com três debates, sempre às 19h de quinta-feira, a partir do dia 21 de agosto até o dia 11 de setembro.
O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé sediará os três primeiros encontros, na Rua Rego Freitas, 454, conjunto 13 (próximo ao metrô República), em São Paulo. Já a última reunião ocorrerá no Espaço Cultural Latino-Americano (ECLA), com direito à exibição de filme e confraternização de encerramento. A entrada, em todas as noites, é franca.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O que resta à direita latino-americana


A direita latino-americana já teve várias fisionomias: economias primário-exportadoras e regimes políticos oligárquicos, ditaduras e governos neoliberais. Nenhuma parece suficientemente atraente para fazê-la voltar ao governo onde deixou de sê-lo. O modelo primário exportador sofreu golpe mortal com a crise de 1929. As ditaduras serviram para brecar avanços políticos das esquerdas surgidas ou fortalecidas na reação àquela crise.

Por Emir Sader, na Rede Brasil Atual